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  • Rafael Pestille

Gestão Emocional


Num cenário de pandemia, as incertezas são inúmeras e as más notícias parecem ser mais recorrentes que o normal. É de extrema importância que tenhamos consciência e cuidado com nossas emoções e também daqueles que estão ao nosso redor.


Não perceber, ou até mesmo ignorá-las pode trazer sérios problemas para nosso bem estar e saúde mental. A gestão emocional é um grande alicerce para um momento como esse.

Mas afinal, o que é a gestão emocional?


Esse termo está diretamente ligado à Inteligência Emocional, sendo esse o conjunto de competências relacionadas a lidar com emoções. Fazer a gestão das emoções engloba a capacidade de observar, avaliar, controlar e expressar os sentimentos.


Sendo um líder, é de extrema importância pensar na sua equipe com esse viés, sempre. Porém, em um momento de extrema vulnerabilidade como esse, é ainda mais importante que tenhamos um olhar atento sobre isso.


O primeiro passo é olhar para si mesmo primeiro. Somos incapazes de ajudar alguém se não estamos em boas condições para tal. É importante se respeitar e procurar entender o que se passa dentro de si mesmo antes de olhar para as emoções dos outros.


A partir disso, é hora de dedicar uma atenção especial para o emocional de seus colaboradores. A pandemia nos provou que o mundo é de fato VUCA – volátil, incerto, complexo e ambíguo. Mas além disso, ela apenas nos confirmou que nossas emoções também são voláteis, incertas, complexas e ambíguas.


Liderança na crise é gestão de diversos mundos VUCAs.

Para lidar com todos esses “mundos”, é preciso entender um pouco mais sobre o que as mudanças implicam. Existem duas vertentes para compreender as mudanças que estamos enfrentando atualmente: a Estrutural e a Emocional.


Vertente Estrutural

Qualquer mudança externa causa mudanças internas dentro de cada pessoa. Isso é chamado de transição. Esse processo acontece em 3 partes:


Letting go – deixando ir

Nada mais é que o momento de deixar para trás tudo que realmente já está no passado. Passados mais de 100 dias após o início da Pandemia no país, já entendemos que não voltaremos mais às condições que vivíamos no princípio de março. Já estamos na 2º etapa do processo.


2º Losing – perdendo

A situação na qual estamos é a fase mais longa, uma vez que não sabemos quando tudo isso vai passar. Muito menos como as coisas serão depois disso. Nossa única certeza é de que mudanças precisam ocorrer e, inclusive, já estão acontecendo.


3º Ending – finalizando

A 3ª e última fase do processo, na qual saímos da transição e damos começo à uma nova vida. Um momento repleto de novidades, onde as pessoas se redescobrem e geram novos sensos de propósitos, nos quais resultam em mudanças efetivas.

Ainda não sabemos de fato como será esse “novo normal”, mas o que podemos ter certeza é que será preciso ter novos olhares e atitudes como líder.





Vertente Emocional

Temos uma série de respostas emocionais à crise e o líder precisa mapear como isso fica evidente nele como pessoa, mas também nos outros líderes e nos colaboradores.

É possível perceber alguns sentimentos mais comuns em momentos como esse. Alguns deles são:

• Irritabilidade

• Raiva

• Tristeza

• Depressão

• Ansiedade exacerbada

• Sentimentos de pânico

• Medo

• Sentimento de estar sobrecarregado


Além dos sentimentos emocionais, é normal que haja repercussões no físico, mudanças de comportamentos e dificuldades cognitivas. Porém, o que mais chama atenção é no aumento da ansiedade como uma resposta adaptativa a adversidades ou desafios agudos.

Como líder, é importante ajudar os colaboradores a ter boas reações a quantidade de mudanças emocionais que possam surgir. Uma delas é o uso da agilidade emocional.


A Agilidade emocional é a interação com as emoções com curiosidade, aceitação e coragem para tomar decisões com base no que é valorizado pela pessoa.

É preciso criar espaços seguros para que as pessoas sejam vulneráveis.

Algumas sugestões para começar esse trabalho na sua empresa:

• Preparação dos líderes com conceitos-base: vulnerabilidade, inteligência emocional, conversas difíceis e sensíveis, otimismo, comunicação não violenta.

• Desenvolvimento da escuta ativa e de perguntas curiosas e não retóricas.

• Construção e manutenção de um ambiente com segurança psicológica.

• Aumento da frequência das comunicações, das reuniões individuais com cada um da sua equipe, da exigência de feedbacks de qualidade.

• Disposição para adaptação ao contexto do colaborador.


Nossas emoções apenas são. Não existe certa, errada, grande ou pequena. Elas são informações e informam o que valorizamos. E é preciso valorizar as emoções de todos!


Estratégias e ações de emergência para sua empresa

Vamos abordar algumas práticas para você empresário e sua equipe trabalharem em casa tendo sucesso e produtividade, algumas dicas importantes para você gerenciar melhor o seu negócio em período de crise:

e para ter sucesso nesse cenário você precisa entender que devemos realizar alguns ajustes:

  1. Alinhar expectativas

  2. O que adiar e o aonde investir

  3. Aproximar do seu cliente

Alinhar expectativas:

Cuidado para não tomar decisões precipitadas pensando no pior cenário possível, uma vez que, a situação está incerta e o panorama atual pode não ser o mesmo da próxima semana.

Por isso, implemente um comitê de crise com checkpoint diário para revisar ações que foram implementadas e seus impactos, discutir a mudança de cenários e criar novas ações para serem tomadas.

Alinhe com todos da sua empresa sobre os possíveis impactos desse cenário nos negócios: diminuição do faturamento, aumento da inadimplência, equipe remota, demandas extras de clientes, tudo isso poderá acontecer e, mais do que isso, é esperado que aconteça.

Dizer o que é esperado, mas que vocês agirão em conjunto para manter a ordem, é importante para não provocar pânico nas pessoas.

A comunicação limpa, fluida e sincera é a chave. Fingir que está tudo bem não vai colar. Ocultar informações da sua equipe também não.

Esteja próximo da sua equipe como nunca, porque são eles que vão segurar essa barra junto com você.

Você não tem que sofrer sozinho.


O que adiar e no que investir

Aquela contratação de um funcionário que você estava planejamento pode esperar porque vai aumentar seus custos fixos sem garantia de novas receitas. Aqueles projetos de reforma da sala, de infraestrutura e de troca de equipamentos também.

Tudo o que não for essencial nesse período, adie e se prepare para eventuais cortes, principalmente aqueles que seu negócio já planejava fazer.

Porém, tem projetos que não podem ser adiados e outros que não eram prioridade, passam a ser.

Acreditamos que tudo aquilo que for necessário para melhorar a comunicação e o relacionamento com o seu cliente e sua equipe são essenciais neste momento.


Aproximar do seu Cliente

Distante fisicamente, próximo emocionalmente.

Esse é o momento de você, empresário, se fazer presente na vida do seu cliente.

As redes sociais, neste cenário, serão muito importantes. Compartilhe novidades, promoções, ações que estão fazendo para conter a dissipação do vírus. Utilize o Instagram/Facebook, por exemplo, para divulgar o seu propósito e como você pode agregar valor para o seu cliente. É importante, agora, que ele veja um diferencial no seu negócio.

Monte um plano de comunicação, é importante que a sua empresa se posicione de forma organizada e estratégica,

definindo quem na sua equipe irá responder cada tipo de pergunta, bem como determinar respostas padrões para perguntas comuns mantendo um alinhamento e coerência.

Não deixe seus clientes esquecerem de você.

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